Aquele que girou o mundo
O nome vem da sua trajetória: teria passado por diversas esferas e dimensões espirituais, atuando em muitos setores e sabendo se deslocar no tempo e no espaço com extrema destreza. Ele gira o mundo — atua em qualquer lugar.
Terreiro de Umbanda · Gama, Distrito Federal · desde 2008
Saravá! Ogunhê, meu pai!
O Centro Espírita Social e Cultural Pai Tomé de Aruanda é uma casa de Umbanda de raiz Angola fundada pelo Babalorixá Pai Francisco de Ogum. Aqui, o axé se traduz em caridade gratuita, horta que vira remédio, tambor que vira festa e cultura afro-brasileira que vira direito.
A Casa
Fundado em 2008 pelo Babalorixá Pai Francisco de Ogum, o CEPTA nasceu da raiz de Nação Angola, oriundo da casa de Pai Joaquim de Angola. Desde então, o terreiro faz do trabalho social e cultural uma prioridade tão grande quanto o trabalho espiritual.
Fundamentos
Religião genuinamente brasileira, nascida do encontro entre a ancestralidade africana, a espiritualidade dos povos originários e o cristianismo popular. Sua marca é a caridade praticada sem cobrança e o acolhimento de quem chega.
Os atributos negativos atribuídos a Exu são resultado de distorções promovidas no processo colonial, como tentativa de subjugar a espiritualidade dos povos africanos escravizados — e foram reforçados depois por segmentos religiosos contemporâneos. Demonizar Exu foi parte de demonizar a cultura negra. Este site é, também, um ato de esclarecimento público.
"A demonização de Exu é uma síntese da demonização da cultura negra e do próprio negro."
Linhas de trabalho
Toque em cada ponto da roda para conhecer quem trabalha em nossas giras. Cada linha traz um jeito próprio de acolher, aconselhar e curar.
Observação: a ordem e a composição das giras variam de casa para casa. Esta é a organização praticada no CEPTA.
O Exu guardião desta casa
Laroyê, Sr. Exu Gira Mundo!
Guardião do movimento, da justiça e dos caminhos que precisam ser reabertos. É ele quem responde pela guarda do CEPTA, ao lado da Sra. Pomba Gira Maria Padilha. Aqui contamos sua história com honestidade: o que é consenso, o que varia entre linhagens e o que só a casa pode dizer.
"Quem gira o mundo é Deus, só Deus pode girar.
E abaixo da gira do mundo, Seu Gira Mundo é quem pode girar."
Não existe uma biografia única e canônica do Sr. Gira Mundo. O que existe são narrativas que atravessam terreiros, cada uma com seu peso. Apresentamos as mais consistentes — e sinalizamos o que é interpretação.
Arraste para o lado para ver toda a linha do tempo
O nome vem da sua trajetória: teria passado por diversas esferas e dimensões espirituais, atuando em muitos setores e sabendo se deslocar no tempo e no espaço com extrema destreza. Ele gira o mundo — atua em qualquer lugar.
Seu ofício é impedir que a vida trave. Onde há bloqueio, ele põe movimento; onde há estagnação, renovação. É por isso que se recorre a ele quando os caminhos parecem fechados.
Diferente do que se costuma supor, o Sr. Gira Mundo não pertence à falange de Tranca-Ruas ou Marabô: ele próprio figura entre os Exus chefes de legião, ao lado de Sete Encruzilhadas, Marabô, Tranca-Ruas, Tiriri e Veludo.
Responde pela vibração de Xangô, o orixá da Justiça, que coordena a lei kármica. Movimento a serviço da justiça: essa é a assinatura dele — e conversa diretamente com Ogum, orixá do babalorixá desta casa.
Descrito como muito exigente: trabalha de forma séria e concentrada, não admite brincadeiras e quer sempre dar o exemplo. Quem se consulta com ele encontra firmeza, não indulgência.
Circulam versões que situam o Sr. Gira Mundo na Atlântida ou na Lemúria. São narrativas de fontes frágeis, estranhas à raiz Angola desta casa — e por isso não as adotamos. A versão que vale é a que o próprio Exu conta em terra, na gira.
Toque em cada ficha para entender o fundamento por trás dela.
Descrevemos a tradição, não prescrevemos práticas. Oferendas, firmezas e assentamentos são trabalho ritual — feitos na casa, com orientação do dirigente, nunca por conta própria a partir de um site.
Pontos de domínio popular, cantados em terreiros de todo o Brasil. Toque para ler a letra.
Olha a volta que o mundo dá (bis) Auê, Gira Mundo Olha a volta que o mundo dá (bis) Quem gira o mundo é Deus Só Deus pode girar (bis) E abaixo da gira do mundo Seu Gira Mundo é quem pode girar
Ê girê, ô girá Gira Mundo vai chegar Ê girê, ô girá Para todo mal levar Ê girê, ô girá Lá para o fundo do mar
Gira... seu Gira Mundo... gira, ele vai girar (2x) Gira levando as demandas, seu Gira Mundo ele vai girar
Gravações comerciais são obras autorais de seus intérpretes. Indicamos onde ouvir na seção Louvações — sempre nas plataformas oficiais dos artistas.
O nome da casa
Pai Tomé é o preto-velho que dá nome a este terreiro. Como todos os pretos-velhos, carrega a memória dos africanos escravizados no Brasil e a sabedoria de quem atravessou o sofrimento sem perder a doçura. A linha dos pretos-velhos é a do aconselhamento — por isso são chamados carinhosamente de "os psicólogos da Umbanda".
A tradição descreve Pai Tomé como um velho de fala firme, que não aceita meia-verdade e faz questão de conferir o que ouve — uma associação frequentemente feita ao apóstolo Tomé, aquele que precisou ver para crer.8 A história completa, como é contada nesta casa, é narrada pelo próprio Pai Francisco de Ogum nas giras de preto-velho.
Conhecer as giras de preto-velho
Giras & Trabalhos
Gira é o trabalho espiritual em que as entidades descem para atender, aconselhar e curar. Cada linha tem seu dia, sua vibração e seu jeito de trabalhar. As giras do CEPTA são abertas à comunidade — você não precisa ser da casa para assistir, só chegar com respeito.
Os dias e horários confirmados são divulgados a cada mês no Instagram oficial da casa. Antes de sua primeira visita, confirme a agenda por lá ou pelo WhatsApp — giras podem ser remarcadas em datas de festejo. Como funciona uma consulta →
Calendário
A Umbanda acompanha o calendário dos orixás — muitas datas dialogam com o santo católico sincretizado, herança do tempo em que a fé precisou se esconder para sobreviver. Filtre por período e conheça as celebrações que a casa observa.
Calendário litúrgico vigente 2026
O orixá caçador, senhor das matas e da fartura. Cor verde, saudação Okê Arô.
Mãe das águas salgadas, senhora da fertilidade e do acolhimento. Cor azul e branco, saudação Odoyá.
O orixá guerreiro, senhor dos caminhos e do orixá de cabeça de Pai Francisco. É a data do nosso Cortejo de Ogum. Cor vermelho, saudação Ogunhê.
O orixá da justiça, senhor do trovão e da pedreira — linha de vibração do Sr. Exu Gira Mundo. Kaô Kabecilê.
A mais velha dos orixás, senhora da lama primordial e da ancestralidade. Homenagem aos pretos-velhos.
O senhor da saúde e da doença, médico dos pobres. Atotô. Vibração de cura e transformação.
A alegria das crianças da Umbanda. Doces, brincadeira e a pureza que cura.
A grande festa em louvor ao Exu da casa, celebrada em 15 de agosto. Horário e detalhes são confirmados a cada ano no Instagram oficial — saiba mais nos festejos.
O pai maior, senhor da paz. 15 de novembro é celebrado como o Dia Nacional da Umbanda. Epa Babá.
Senhora dos ventos, dos raios e dos eguns. Guerreira destemida. Eparrei Oyá.
Nenhuma data neste período.
As datas seguem a tradição da Umbanda e podem variar de casa para casa. O calendário oficial de trabalhos e festejos do CEPTA, com dias e horários, é publicado no Instagram da casa.
Festejos
Os festejos do CEPTA extrapolam o terreiro: viram programação cultural aberta, com música, roda de conversa, feira e comida. São o momento em que a Umbanda se mostra à cidade como o que sempre foi — cultura popular brasileira, patrimônio de resistência.
Anual · em torno de 23 de abril (Dia de Ogum / São Jorge) · Ponte Alta Norte, Gama–DF
O maior festejo da casa: três dias de programação gratuita celebrando a ancestralidade e a cultura afro-brasileira, em honra a Ogum — o orixá de cabeça de Pai Francisco. Cortejo, apresentações, roda de tambor e atividades culturais abertas a toda a comunidade.
O projeto é realizado pela Associação Cultural, Esportiva, Social e Profissional (ACESP), com fomento da Fundação Cultural Palmares e apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal. As datas e o formato de cada edição são divulgados no Instagram oficial da casa.
Anual · data anunciada a cada ano · terreiro do CEPTA
A festa em louvor ao Exu da casa, o Sr. Gira Mundo — guardião que abre os caminhos do terreiro. É noite de gira grande: pontos cantados, oferendas de honra, atendimento e a força dos guardiões celebrada por toda a comunidade da casa.
Esta é uma festa tradicional da casa. A data exata de cada edição, a programação e as orientações para quem quiser participar são anunciadas a cada ano. Instagram oficial da casa Conheça a história do Sr. Gira Mundo
Louvações
Na Umbanda, o ponto cantado é oração, chamada e força. A curimba — o conjunto dos tambores e das vozes — sustenta a gira e conduz a energia do terreiro. Aqui estão algumas louvações de domínio público que abrem os trabalhos. Toque em cada uma para ver a letra.
Abre a roda, meu Pai,
que a gira vai começar.
Com licença de Oxalá
e a força do vovô,
é Umbanda a trabalhar.
Ogunhê, meu pai Ogum,
guerreiro de fé e de aço,
abre os caminhos da casa,
vai na frente, dá o passo.
Salve a lança de Ogum!
Vovô já chegou,
com seu cachimbo e seu rosário.
Senta no toco, escuta o filho,
e reza baixinho o necessário.
Adorei as almas, vovô!
Laroyê, é Exu!
Seu guardião de fé,
na encruzilhada ele trabalha,
firmando o axé.
Salve a lei de Umbanda!
Por respeito ao fundamento, esta casa não publica pontos riscados, firmezas ou pontos privativos de suas entidades. As louvações acima são de domínio público e servem apenas para aproximar o visitante da sonoridade da Umbanda.
Consultas
Na consulta, você conversa diretamente com uma entidade incorporada — um preto-velho, um caboclo, um guardião. Ela ouve, aconselha e, quando é o caso, indica um trabalho. O atendimento de caridade das segundas-feiras (12h às 18h) é gratuito e aberto à todos(as), de qualquer fé. Consultas com outras entidades ou em outros dias e horários têm uma contribuição que ajuda nas despesas da casa — o valor você confere pelos nossos canais de contato.
Não. A Umbanda atende à todos(as), de qualquer fé ou sem religião. Basta chegar com respeito.
O atendimento de caridade das segundas-feiras (12h às 18h) é totalmente gratuito. Já as consultas com outras entidades ou em outros dias e horários têm uma contribuição, que ajuda a manter as despesas da casa. O valor não é fixo aqui no site — consulte pelos nossos canais de contato (WhatsApp e Instagram) antes de agendar.
Fale com a casa pelo WhatsApp ou pelo Instagram oficial. Combinamos a entidade, o dia e o horário disponíveis e informamos a contribuição correspondente. Toda a arrecadação é aplicada na manutenção do terreiro e nos projetos.
Sim, crianças são bem-vindas e acolhidas com carinho. Recomendamos avaliar o horário, já que algumas giras terminam tarde.
Evite bebida alcoólica no dia, prefira roupas claras e venha de coração aberto. Anotar o que deseja conversar ajuda.
O Babalorixá
Babalorixá, fundador e dirigente do CEPTA. É a mão que assenta a casa e a voz que conduz cada gira. Sua trajetória é a da própria Umbanda de Nação Angola: a raiz herdada, o santo firmado em Ogum e o compromisso de fazer do terreiro um espaço de fé, cultura e cuidado com a comunidade.
A escolha do nome não é acaso: dizer-se “de Ogum” é declarar de quem se é filho. Ogum é o orixá guerreiro, senhor dos caminhos e do ferro, aquele que abre a estrada e não recua diante da luta. É essa vibração que Pai Francisco imprime na condução da casa — firmeza para proteger a comunidade e disposição para abrir caminhos onde parecia não haver.
Da raiz de Nação Angola, herdada da casa de Pai Joaquim de Angola, vem o compromisso com o fundamento e com a ancestralidade banto — a mesma que deu à língua portuguesa palavras como “Aruanda”, o reino espiritual que dá nome ao terreiro. Como dirigente, cabe a ele assentar a casa, formar os médiuns, conduzir as giras e zelar para que a tradição atravesse as gerações sem se perder.
Sob sua liderança, o CEPTA tornou-se referência de terreiro que une o trabalho espiritual à ação social e cultural. A casa foi reconhecida pela Fiocruz Brasília como uma das lideranças de matriz africana do Projeto Ecoilê, e Pai Francisco esteve presente na articulação dos terreiros do Distrito Federal em defesa da liberdade religiosa e contra a intolerância.
“Terreiro é casa de acolher. Aqui ninguém chega de menos e ninguém sai de mãos vazias.”
— sentido que orienta o trabalho da casaEsta biografia reúne apenas informações públicas e verificáveis sobre a atuação de Pai Francisco de Ogum e do CEPTA. A história pessoal completa — nome de nascimento, iniciação e caminhada de santo — é narrada pelo próprio babalorixá nas giras da casa. A família de axé pode ampliar este espaço com fotos e relatos oficiais.
Projetos sociais & culturais
Caridade é fundamento de Umbanda. No CEPTA, isso ganha forma em projetos concretos: horta medicinal, distribuição de alimento, oficinas culturais e a parceria com a Fiocruz. Cada real captado sustenta uma dessas frentes.
Parceria com a Fiocruz Brasília que valoriza as plantas medicinais e os saberes tradicionais dos terreiros de matriz africana — a farmácia viva do axé como saúde comunitária.
Conhecer o projetoCultivo de ervas e alimentos no próprio terreiro: parte vira remédio natural e banho de descarrego, parte vira cesta para quem precisa. Terra que cura e alimenta.
Apoiar esta frenteCurimba, percussão, contação de história e roda de saberes durante os festejos — cultura afro-brasileira viva, aberta e gratuita para a comunidade.
Ver nos festejosApoios & parcerias
A caridade e a cultura do CEPTA se fortalecem em rede. Instituições públicas, científicas e comunitárias somam esforços com a casa em ações de saúde, cidadania e cultura afro-brasileira — cada parceria amplia o axé que vira direito.
Algumas parcerias são pontuais ou estão em construção. Instituições, coletivos e representantes que queiram somar com os projetos da casa podem falar com o CEPTA pelos canais de contato. Os logotipos oficiais pertencem aos seus respectivos titulares.
Parceira cultural
A Associação Cultural, Esportiva, Social e Profissional (ACESP) é a parceira que realiza o Cortejo de Ogum e projetos culturais ao lado do CEPTA, com fomento da Fundação Cultural Palmares e apoio do Ministério da Cultura e do Governo Federal. Sua missão é promover espaços de convivência, aprendizado e fortalecimento comunitário, integrando cultura, esporte, ação social e desenvolvimento humano.
Cortejo de Ogum, Tambor de Crioula, Xaxado e oficinas de percussão e saberes ancestrais afro-brasileiros.
Serviços sociais, apoio comunitário e espaços de convivência no Gama, Riacho Fundo II e Recanto das Emas.
Oficinas educativas, formação cultural e iniciativas esportivas voltadas ao desenvolvimento humano.
APOIE A CASA
O atendimento de caridade das segundas-feiras é gratuito, e a casa se sustenta na força de quem colabora. Sua doação vira planta na horta, alimento na cesta, tambor na oficina e programação gratuita na cidade.
Qualquer valor ajuda e é 100% aplicado nos projetos da casa.
contato@cepta.com.br
Ao doar, escreva na descrição do PIX o seu nome completo e a observação “referente à doação”. Assim conseguimos registrar e agradecer a sua contribuição.
Esta é a única chave institucional da casa para doações. Em caso de dúvida, confirme pelo WhatsApp antes de doar.
Horta, cozinha comunitária, produção de festejo, comunicação. Tem tempo e boa vontade? A casa acolhe.
Quero ajudarEmpresas e coletivos podem apoiar o Cortejo de Ogum e a Festa de Exu Gira Mundo com patrocínio ou permuta.
Falar sobre patrocínioAlimentos não perecíveis, mudas, ervas, velas e materiais de festejo são sempre bem-vindos.
Combinar entregaAcervo
Registros reais das giras, festejos, da Curimba e da horta que cura, organizados por tema. Acompanhe também as publicações mais recentes no Instagram oficial da casa.
Giro de notícias · ao vivo
Um agregador ao vivo do que a imprensa brasileira publica sobre Umbanda, Candomblé, liberdade religiosa e o enfrentamento ao racismo religioso. As notícias são buscadas em tempo real em fontes jornalísticas e atualizadas a cada visita.
Buscando notícias nas fontes…
Não foi possível carregar o feed ao vivo agora (pode ser bloqueio de rede ou instabilidade da fonte). Enquanto isso, acompanhe diretamente estes veículos que cobrem religiões de matriz africana com seriedade:
Agência pública de notícias da EBC — cobertura de cultura, direitos e liberdade religiosa.
Abrir fonteJornalismo investigativo premiado, com reportagens sobre racismo religioso e terreiros.
Abrir fonteInstituto da Mulher Negra — referência em pautas antirracistas e de matriz africana.
Abrir fonteAs manchetes acima são produzidas por veículos de imprensa independentes e não representam a opinião do CEPTA. Publicamos este agregador como serviço de informação e transparência — cada notícia leva ao site original da fonte.
Primeira visita & dúvidas
Se é a sua primeira vez num terreiro, é normal ter dúvidas. Reunimos as mais comuns com respeito e clareza — sem misticismo desnecessário.
A Umbanda é uma religião brasileira fundada na caridade, na fé em Deus (Zambi/Olorum) e no trabalho do bem. Ela não faz mal a ninguém. Preconceitos vêm do racismo religioso, não da prática real da casa.
Roupas claras, confortáveis e discretas são bem-vindas. Não é obrigatório vestir branco para assistir, mas evite roupas muito curtas por respeito ao espaço sagrado.
Em geral, não. A gira é um momento sagrado e de privacidade das entidades e dos consulentes. Pergunte sempre à cambona antes de registrar qualquer coisa.
Só você e o coração aberto. Se quiser contribuir, a casa aceita doações de velas, alimentos ou mantimentos, mas nada é exigido para ser atendido.
Não. São religiões irmãs, ambas de matriz africana, mas distintas. O Candomblé é a tradição mais próxima das raízes africanas: cultua os orixás em iorubá, fon ou banto, segue a liturgia trazida pelos africanos escravizados e não incorpora, nas cerimônias públicas, espíritos de mortos. A Umbanda nasceu no Brasil, em 1908, como religião genuinamente brasileira: reúne a herança africana dos orixás, a espiritualidade indígena, o catolicismo popular e o espiritismo kardecista — e trabalha, em português, com entidades como pretos-velhos, caboclos, crianças (erês) e guias que baixam para aconselhar e curar. Em resumo: o Candomblé cultua os orixás; a Umbanda também os reverencia, mas seu trabalho central é a caridade por meio das entidades.
Sim. A casa é acessível e acolhedora. Se você ou alguém da família tiver alguma necessidade específica de acessibilidade, avise a casa pelo WhatsApp que organizamos o melhor acolhimento.
Contato & Localização
O CEPTA fica na Ponte Alta Norte, Gama — Distrito Federal. Antes de vir pela primeira vez, fale com a casa para confirmar o dia da gira e receber as orientações de chegada.
Privacidade & proteção de dados
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O controlador dos dados é o Centro Espírita Social e Cultural Pai Tomé de Aruanda (CEPTA), associação religiosa sem fins lucrativos sediada em Ponte Alta Norte, Gama — Distrito Federal, representada por seu babalorixá, Pai Francisco de Ogum. Para qualquer assunto de privacidade, fale com a casa pelo WhatsApp ou pelo Instagram oficial @cepta.oficial.
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Durante as giras não é permitido fotografar ou filmar. Em festejos abertos ao público pode haver registro fotográfico para divulgação cultural da casa; se você aparecer numa imagem e não quiser, basta pedir a remoção — atendemos sem burocracia. Crianças só são registradas com autorização de quem é responsável.
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Se esta política mudar, a alteração aparece no histórico de versões do site — o selo de versão no rodapé mostra exatamente quando. Não fazemos mudanças silenciosas.
Versão desta política: 1.2.0 · atualizada em 28/07/2026
Este texto tem finalidade informativa e foi redigido em linguagem acessível a partir da Lei nº 13.709/2018 (LGPD). Ele não substitui orientação jurídica. Em caso de dúvida sobre um caso concreto, procure a casa — respondemos com transparência.
O Centro Espírita Social e Cultural Pai Tomé de Aruanda (CEPTA) foi fundado em 2008 pelo Babalorixá Pai Francisco de Ogum. Nasceu da raiz de Nação Angola, oriundo da casa de Pai Joaquim de Angola — uma linhagem que carrega o fundamento e a ancestralidade banto.
Desde o início, a casa se estabeleceu na Ponte Alta Norte, no Gama (DF), e fez uma escolha que a define até hoje: tratar o trabalho social e cultural com a mesma seriedade do trabalho espiritual. Terreiro que acolhe, alimenta, cura com a terra e leva cultura à cidade.
Ao longo dos anos, o CEPTA tornou-se referência: parceiro da Fiocruz Brasília no Projeto Ecoilê, realizador do Cortejo de Ogum e presença ativa na união dos terreiros do Distrito Federal pela liberdade religiosa.
Babalorixá, fundador e dirigente do CEPTA. Filho de Ogum — o orixá guerreiro que abre caminhos — conduz a casa na raiz de Nação Angola desde 2008.
É reconhecido pela Fiocruz Brasília como uma das lideranças de matriz africana do Projeto Ecoilê e esteve presente na articulação dos terreiros do DF contra a intolerância religiosa. Tem no Sr. Gira Mundo o Exu da casa.
Desde a fundação, o CEPTA repete cinco palavras que organizam tudo o que faz:
A Umbanda é uma religião genuinamente brasileira. Sua fundação é tradicionalmente marcada em 15 de novembro de 1908, em Niterói (RJ), quando o jovem médium Zélio Fernandino de Moraes incorporou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, anunciando uma religião em que pretos-velhos e caboclos — rejeitados pela sociedade da época — poderiam trabalhar livremente pela caridade.
Nascida do encontro entre as tradições africanas, o catolicismo popular, o espiritismo kardecista e a sabedoria indígena, a Umbanda organizou-se para atender a todos, sem cobrar, falando a língua do povo.
Fonte: Wikipédia — Umbanda (Zélio de Moraes, 1908) · Brasil Escola — Umbanda
A Umbanda organiza-se em sete linhas de trabalho, cada uma regida por um orixá e por um grupo de guias. É uma forma de organizar as vibrações espirituais que atuam nas giras.
As sete linhas mais difundidas são: Oxalá, Iemanjá, Oxóssi, Xangô, Ogum, Ibejada (crianças) e das Almas (pretos-velhos). Dentro de cada linha há falanges — como caboclos, baianos, marinheiros, boiadeiros, ciganos e os guardiões (exus e pombagiras).
“Aruanda” é o nome do plano espiritual na Umbanda — a morada dos guias e da ancestralidade, para onde sobem as preces e de onde desce a força. A palavra é uma corruptela brasileira de Luanda, capital de Angola, guardando na sonoridade a memória do povo banto trazido escravizado ao Brasil.
Dar a um terreiro o nome de “Pai Tomé de Aruanda” é declarar essa raiz: um preto-velho que chega direto do reino espiritual africano para aconselhar e curar.
Fonte: Wikipédia — Aruanda (relação com Luanda/Angola) · Jornal UFG — heranças bantas na cultura brasileira
Ogum é o orixá guerreiro, senhor do ferro, da tecnologia e das estradas. É quem vai à frente, abre caminho e não recua. Sincretizado com São Jorge, é celebrado em 23 de abril. Sua cor é o vermelho e sua saudação, Ogunhê!
Como orixá de cabeça de Pai Francisco, Ogum imprime na casa firmeza, coragem e disposição para abrir caminhos onde parecia não haver. É em sua honra que se faz, todo ano, o Cortejo de Ogum.
Sr. Gira Mundo é o Exu da casa — o guardião que abre e firma os caminhos do terreiro. Trabalha na vibração da Linha de Xangô, a linha da justiça, e é saudado com o tradicional Laroyê!
Na Umbanda, o Exu não é o “diabo” do imaginário cristão: é o guardião, o mensageiro, aquele que executa e protege. Sr. Gira Mundo é chefe de legião e figura central da guarda desta casa.
Os pretos-velhos são as almas dos africanos escravizados que, mesmo diante de tanto sofrimento, escolheram voltar para consolar e aconselhar. São a linha da sabedoria, da paciência e do perdão — carinhosamente chamados de “os psicólogos da Umbanda”.
Pai Tomé, que dá nome a esta casa, é um deles. Trabalham com o cachimbo, o rosário e a fala mansa, sempre começando pelo essencial: escutar.
É importante não confundir. O Exu-orixá (Exu/Elegbara na tradição iorubá) é uma força da natureza, o princípio da comunicação e do movimento, aquele sem quem nenhum caminho se abre.
Já o Exu de Umbanda — como o Sr. Gira Mundo — é um espírito, uma entidade que trabalha na linha dos guardiões. Foi gente, tem nome, história e personalidade, e atua sob a lei da casa e sob a regência dos orixás.
Ambos são chamados “Exu”, mas são coisas distintas. Confundi-los é a raiz de muito preconceito contra a religião.
O tridente é a ferramenta de trabalho e o símbolo de autoridade dos guardiões — nada tem a ver com a imagem cristã do diabo. Representa domínio sobre os três reinos e a força de firmar e desmanchar demandas.
O ponto riscado é a assinatura espiritual da entidade, riscado com pemba nos trabalhos. É como a entidade se identifica e sela seu axé. Por ser sagrado e privativo, esta casa não publica o ponto riscado de suas entidades — apresentamos apenas ilustrações autorais e educativas.
Noite de conselho. Os pretos-velhos descem para escutar, aconselhar, benzer e descarregar. É uma das giras mais procuradas por quem chega pela primeira vez — pela doçura e pelo acolhimento.
Nesta mesma noite também trabalham os caboclos — a força da mata, senhores das ervas e da cura, que trazem firmeza, energia e limpeza espiritual. Okê Caboclo!
O que esperar: atendimento individual, palavra firme e mansa, indicação de banhos de ervas e orientações de vida. Traga suas questões de coração aberto.
Dia e horário confirmados a cada mês no Instagram oficial da casa.
A força da mata. Os caboclos são espíritos de indígenas e da natureza, senhores das ervas e da cura. Trazem firmeza, energia e limpeza espiritual.
O que esperar: descarrego, defumação, orientações diretas e muita vibração de mata. Okê Caboclo!
Dia e horário confirmados a cada mês no Instagram oficial da casa.
A gira dos guardiões, realizada sempre na última quinta-feira de cada mês. Exus e pombagiras trabalham para abrir caminhos, desmanchar demandas e proteger. É a linha do Sr. Gira Mundo, o Exu da casa.
O que esperar: conversa direta e sem rodeios, firmeza e proteção. Os guardiões não fazem mal a ninguém — trabalham dentro da lei e da caridade. Laroyê!
Dia e horário confirmados a cada mês no Instagram oficial da casa.
O sábado reúne dois trabalhos no mesmo dia. Primeiro, a gira de Caboclos: a força da mata, a firmeza e a cura pelas ervas, com aconselhamento e descarrego para quem chega.
Depois, o desenvolvimento da casa: formação de médiuns, estudo de doutrina e ensaio da curimba (os tambores e os pontos) — o trabalho interno que sustenta todas as outras giras. Quem sente o chamado para desenvolver a mediunidade pode conversar com a direção do terreiro.
Dia e horário confirmados a cada mês no Instagram oficial da casa.
Este site é mantido e atualizado. Cada melhoria é registrada aqui.